População e envelhecimento em cinco indicadores
Esta apresentação percorre cinco indicadores demográficos do World Development Indicators do Banco Mundial, um por quadro: população total, fecundidade, esperança de vida, parcela de 65 anos ou mais e mortalidade bruta. Em cada quadro aparecem o ranking dos países, o valor e a posição do país destacado e a linha de evolução de 2013 a 2024. Os números são os mesmos usados no texto da página.
| Total population | 7 | Brasil: 211.998.573 habitantes, 7º lugar entre 217 |
| Total fertility rate | 134 | Brasil: 1,614 filho por mulher, 134º lugar entre 217 |
| Life expectancy at birth | 99 | Brasil: 76,023 anos de esperança de vida, 99º lugar entre 217 |
| Population aged 65 and over | 91 | Brasil: 11,0492% da população com 65 anos ou mais, 91º lugar entre 217 |
| Crude death rate | 104 | Brasil: 7,068 óbitos por mil habitantes, 104º lugar entre 217 |
Leia cada quadro isoladamente: a barra mostra a distância entre os países naquele indicador e a linha mostra a direção da mudança ao longo dos anos. Não compare valores de quadros diferentes entre si — as unidades (pessoas, filhos por mulher, anos, %, por mil) e o sentido do ranking mudam de um indicador para outro.
Em resumo
O Brasil aparece entre os países mais populosos do mundo e, ao mesmo tempo, em posição intermediária nos indicadores ligados ao envelhecimento. O dado mais visível é a população total: 211.998.573 pessoas em 2024, o que coloca o país na 7ª posição entre 217 países e territórios avaliados. Nos demais indicadores o Brasil fica perto da média global: a taxa de fecundidade total é de 1,614 filho por mulher (134º lugar), a esperança de vida ao nascer é de 76,023 anos (99º), a parcela de pessoas com 65 anos ou mais chega a 11,0492% (91º) e a taxa bruta de mortalidade é de 7,068 por mil habitantes (104º). O conjunto sugere um país grande em tamanho e ainda relativamente jovem em estrutura etária, mas com fecundidade já abaixo do valor mundial de 2,1885.
*Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators — Population, total (SP.POP.TOTL), Fertility rate, total (SP.DYN.TFRT.IN), Life expectancy at birth (SP.DYN.LE00.IN), Population ages 65 and above (SP.POP.65UP.TO.ZS), Death rate, crude (SP.DYN.CDRT.IN), dados de 2024.*
O valor mais recente do indicador central
O indicador que abre esta edição é a população total. Em 2024, o Brasil registrou 211.998.573 habitantes, ocupando o 7º lugar entre 217 países e territórios. O valor mundial publicado para este indicador, 8.141.808.945, é uma soma e não uma média — portanto a leitura correta não é dizer que o Brasil está "acima" ou "abaixo" do mundo, e sim que o país concentra cerca de 2,6% da população mundial. Os seis países à frente do Brasil têm todos mais de 232 milhões de habitantes, o que dá a dimensão da distância que separa esse grupo do restante da lista.
*Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators — Population, total (SP.POP.TOTL), 2024. https://data.worldbank.org/indicator/SP.POP.TOTL*
Quem está no topo e na base
No alto da lista de população estão Índia (1.450.935.791), China (1.408.975.000), EUA (340.110.988), Indonésia (283.487.931), Paquistão (251.269.164) e Nigéria (232.679.478), com o Brasil logo em seguida, na 7ª posição. Na outra ponta aparecem Tuvalu (9.646), Nauru (11.947), Palau (17.695) e São Martinho (26.129). O padrão é claro: o topo reúne grandes países continentais de vários continentes, enquanto a base é formada por Estados insulares e territórios de pequena escala. O Brasil está, sem ambiguidade, no grupo superior.
Vale olhar também o topo da parcela de 65 anos ou mais, onde o desenho é outro: Mônaco (36,1666%), Japão (29,7808%), Porto Rico (24,7187%), Itália (24,6248%) e Portugal (24,5306%) — sobretudo países europeus e territórios pequenos. Com 11,0492%, o Brasil ocupa a 91ª posição, longe desse grupo, e ainda mais longe da base da lista, formada por Catar (1,6758%), Emirados Árabes Unidos (1,767%) e Zâmbia (1,9468%).
*Fontes: Banco Mundial, World Development Indicators — Population, total (SP.POP.TOTL) e Population ages 65 and above (SP.POP.65UP.TO.ZS), 2024.*
O que mudou nesta década
Entre 2013 e 2024, a população brasileira passou de 198.478.299 para 211.998.573 pessoas — um acréscimo de 13.520.274 habitantes, ou cerca de 6,8%. O ritmo, porém, diminuiu: o aumento foi de 1.606.828 pessoas entre 2013 e 2014 e de 857.844 entre 2023 e 2024.
A fecundidade caiu de 1,761 em 2013 para 1,614 em 2024, uma queda de 0,147; o valor mais alto do período foi 1,777, em 2015. A parcela de 65 anos ou mais subiu de 7,3703% para 11,0492%, um avanço de 3,6789 pontos percentuais — cerca de uma vez e meia o valor de 2013 e a mudança mais acentuada entre os cinco indicadores.
A esperança de vida seguiu um percurso em forma de vale: partiu de 74,609 anos em 2013, subiu até 75,809 em 2019, recuou para 74,506 em 2020 e 73,038 em 2021, e voltou a crescer para 74,872 (2022), 75,848 (2023) e 76,023 (2024). A taxa bruta de mortalidade acompanhou o movimento inverso: 5,924 por mil em 2013, pico de 8,366 em 2021 e 7,068 em 2024 — ainda 1,144 ponto acima do valor de 2013.
*Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators — série histórica 2013–2024 dos indicadores SP.POP.TOTL, SP.DYN.TFRT.IN, SP.DYN.LE00.IN, SP.POP.65UP.TO.ZS e SP.DYN.CDRT.IN.*
Comparação com países próximos
Entre os países de referência disponíveis nesta edição, a população brasileira de 211.998.573 fica atrás apenas de China (1.408.975.000) e EUA (340.110.988) e supera México (130.861.007) em 81.137.566 pessoas, Japão (123.975.371) em 88.023.202, Alemanha (83.516.593), Reino Unido (69.226.000), França (68.551.653) e Coreia do Sul (51.751.065).
Na fecundidade, o Brasil (1,614) está praticamente empatado com EUA (1,6265) e França (1,61), acima de Reino Unido (1,551), Alemanha (1,36), Japão (1,15), China (1,013) e Coreia do Sul (0,748) — 0,866 acima da coreana. Na esperança de vida, os 76,023 anos do Brasil ficam 8,0133 anos abaixo do Japão (84,0363), 2,8672 abaixo dos EUA (78,8902) e 1,994 abaixo da China (78,017).
O contraste maior está na estrutura etária: os 11,0492% de pessoas com 65 anos ou mais no Brasil ficam 18,7316 pontos abaixo do Japão (29,7808%), 12,1464 abaixo da Alemanha (23,1956%), 6,8795 abaixo dos EUA (17,9287%) e 3,6161 abaixo da China (14,6653%). Já a mortalidade bruta brasileira, de 7,068 por mil, é a segunda mais baixa desse grupo, atrás apenas da Coreia do Sul (7,0) e à frente de China (7,76), EUA (9,0), França (9,4), Reino Unido (9,701), Alemanha (12,1) e Japão (13,3).
*Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators — indicadores SP.POP.TOTL, SP.DYN.TFRT.IN, SP.DYN.LE00.IN, SP.POP.65UP.TO.ZS e SP.DYN.CDRT.IN, 2024.*
Como ler estes números
Cada indicador tem limites de definição que convém ter em mente. A taxa de fecundidade total é um valor hipotético do ano: soma as taxas de fecundidade por idade das mulheres de 15 a 49 anos e não mede quantos filhos as mulheres efetivamente tiveram ao longo da vida. A esperança de vida ao nascer é a expectativa de um recém-nascido supondo que as condições de mortalidade daquele ano se mantenham — por isso ela reage a variações de curto prazo, como se vê nos valores brasileiros de 2020 e 2021. A taxa bruta de mortalidade não é ajustada por idade: países com mais idosos tendem a apresentar valores mais altos, o que ajuda a entender por que Japão (13,3) e Alemanha (12,1) aparecem acima do Brasil (7,068) sem que isso permita concluir algo sobre saúde ou assistência médica.
O sentido dos rankings também muda conforme o indicador. Em população, fecundidade, esperança de vida e parcela de 65 anos ou mais, o 1º lugar é o maior valor; na mortalidade bruta, o 1º lugar são os Emirados Árabes Unidos, com o menor valor (0,972). Assim, a 104ª posição brasileira nesse indicador indica um valor intermediário, não um resultado "baixo" ou "alto" por si só.
Além disso, os 217 casos comparados incluem não só países soberanos, mas também territórios como Mônaco, Hong Kong, Macau, Porto Rico e Ilha de Man; unidades com poucas dezenas de milhares de habitantes tendem a apresentar valores mais instáveis, e a comparação direta com elas deve ser feita com cautela. Todos os números vêm de estimativas do World Development Indicators do Banco Mundial, atualizadas uma vez por ano e sujeitas a revisões retroativas, de modo que podem não coincidir exatamente com as estatísticas oficiais de cada país.
*Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators — notas metodológicas dos indicadores SP.POP.TOTL, SP.DYN.TFRT.IN, SP.DYN.LE00.IN, SP.POP.65UP.TO.ZS e SP.DYN.CDRT.IN.*
Total population no mapa e em gráficos
No topo da tabela estão Índia (1.450.935.791), China (1.408.975.000) e EUA (340.110.988); na base, Tuvalu (9.646) e Nauru (11.947). O Brasil aparece em 7º, logo depois da Nigéria (232.679.478).
As barras mostram o quanto Índia e China se distanciam do resto da lista, e a linha indica crescimento contínuo no Brasil, de 198.478.299 em 2013 para 211.998.573 em 2024. O mapa evidencia que os maiores volumes estão espalhados por continentes diferentes.
Comparar países
Total fertility rate
| Posição | País / território | births per woman |
|---|---|---|
| 1 | Chade | 6.03 |
| 2 | Somália | 6.01 |
| 3 | Congo - Kinshasa | 5.98 |
| 4 | República Centro-Africana | 5.95 |
| 5 | Níger | 5.93 |
| 132 | Colômbia | 1.63 |
| 133 | EUA | 1.63 |
| 134 | Brasil | 1.61 |
| 135 | França | 1.61 |
| 136 | Aruba | 1.61 |
| 215 | Hong Kong | 0.84 |
| 216 | Coreia do Sul | 0.75 |
| 217 | Macau | 0.58 |
O topo é ocupado por Chade (6,028), Somália (6,013) e Congo - Kinshasa (5,981); na base estão Macau (0,582), Coreia do Sul (0,748) e Hong Kong (0,841). O Brasil fica na faixa intermediária, em 134º.
A linha brasileira desce de 1,761 em 2013 para 1,614 em 2024, com máximo de 1,777 em 2015. As barras mostram uma diferença de mais de cinco filhos por mulher entre as duas pontas da lista.
Life expectancy at birth
| Posição | País / território | years |
|---|---|---|
| 1 | Mônaco | 86.5 |
| 2 | San Marino | 85.82 |
| 3 | Hong Kong | 85.39 |
| 4 | Kuwait | 84.58 |
| 5 | Suíça | 84.41 |
| 97 | Seicheles | 76.3 |
| 98 | Cabo Verde | 76.22 |
| 99 | Brasil | 76.02 |
| 100 | Sérvia | 75.97 |
| 101 | Bulgária | 75.76 |
| 215 | República Centro-Africana | 57.67 |
| 216 | Chade | 55.24 |
| 217 | Nigéria | 54.63 |
No alto estão Mônaco (86,497), San Marino (85,817) e Hong Kong (85,3927); na base, Nigéria (54,635) e Chade (55,238). O Brasil ocupa a 99ª posição, na metade da lista.
A linha do Brasil forma um vale: 75,809 em 2019, queda até 73,038 em 2021 e retomada até 76,023 em 2024. As barras revelam quase 32 anos de diferença entre o primeiro e o último colocado.
Population aged 65 and over
| Posição | País / território | % |
|---|---|---|
| 1 | Mônaco | 36.17 |
| 2 | Japão | 29.78 |
| 3 | Porto Rico | 24.72 |
| 4 | Itália | 24.62 |
| 5 | Portugal | 24.53 |
| 89 | Ilhas Turcas e Caicos | 11.25 |
| 90 | São Cristóvão e Névis | 11.23 |
| 91 | Brasil | 11.05 |
| 92 | Groenlândia | 10.81 |
| 93 | Turquia | 10.28 |
| 215 | Zâmbia | 1.95 |
| 216 | Emirados Árabes Unidos | 1.77 |
| 217 | Catar | 1.68 |
Lideram Mônaco (36,1666%), Japão (29,7808%) e Porto Rico (24,7187%); na base aparecem Catar (1,6758%) e Emirados Árabes Unidos (1,767%). O Brasil está em 91º, distante das duas pontas.
É o indicador com a linha mais inclinada no Brasil: de 7,3703% em 2013 para 11,0492% em 2024, alta de 3,6789 pontos. O mapa mostra as proporções mais altas concentradas na Europa e em territórios pequenos.
Crude death rate
Os menores valores são de Emirados Árabes Unidos (0,972), Catar (1,051) e Kuwait (1,52); os maiores, de Mônaco (20,141), Bulgária (15,6) e Sérvia (14,9). O Brasil está no meio da tabela, em 104º.
A linha brasileira sobe de 5,924 em 2013 até o pico de 8,366 em 2021 e recua para 7,068 em 2024. Como o indicador não é ajustado por idade, países com mais idosos, como Japão (13,3), aparecem no alto das barras.